quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Preservando nossos Pacientes Especiais

A preocupação com as complexidades da saúde do paciente às vezes tornam o atendimento tão ortodoxo que impede de buscar soluções adequadas às idiossincrasias de cada indivíduo.

 
“É muito mais importante possuir compreensão clara dos princípios gerais, sem considerá-los leis fixas e definitivas, do que sobrecarregar a mente com um conjunto de técnicas minuciosas… Para o pensamento criador é mais importante ver a floresta do que as árvores”. - William Beveridge

William Beveridge foi um economista e reformador social que trabalhou com Sir Wiston Churchill, Primeiro Ministro Inglês, na reconstrução da Grã-Bretanha, durante e após a Segunda Grande Guerra. Beveridge recomendava que o governo inglês encontrasse formas de combater os cinco grandes males da sociedade: a escassez, a doença, a ignorância, a miséria e a ociosidade. O Plano Beveridge, de 1942, era um plano de segurança social extensiva, baseado no argumento da universalidade, posto que as necessidades não atendidas repercutissem sobre toda a sociedade, portanto, todos deveriam ter acesso aos serviços de saúde.

Mas, e daí? O que tem Beveridge a ver com os pacientes com necessidades especiais? Você deve estar se perguntando. Nada. Ou tudo, se olharmos suas palavras com carinho. Se analisarmos os males a que se refere o economista, todos têm praticamente uma ligação com os PNE, e mesmo a ociosidade mostra o descaso em que muitas vezes são tratados esses pacientes. Porém, fundamentado em questões sociais do século passado, Beveridge ainda nos brindou com uma citação, a qual nos remete à essência da Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais: a necessidade de sermos criativos.

Não, não se trata aqui de abdicarmos de uma forte base de estudos e do rigor científico, mas a questão é: apenas os especialistas conseguirão dar conta da alta demanda que essa população requer?

Os dados mais recentes do Conselho Federal de Odontologia mostram que apenas 445 profissionais são especialistas na área, e esse número tende a crescer lentamente devido ao pouco empenho de direções das faculdades e de entidades profissionais.

Tradicionalmente, a Odontologia tem sido focada em técnicas educacionais e motivacionais para prevenir ou controlar as doenças bucais. Os profissionais de Odontologia têm procurado oferecer aos pacientes programas eficazes de tratamento, mas não há “receita de bolo” para tratar esse paciente. Pacientes com necessidades especiais requerem criatividade, imaginação, experimentação e pesquisa, por isso para a realização de um plano realístico de tratamento é necessário o conhecimento da causa das patologias nesses indivíduos.

As classificações existentes, mesmo idealizadas com afinco por quem as propõem, ainda são discutíveis; e fica difícil entender os PNE sem o uso da criatividade (…) e experiência prática.
A criatividade parece não ser tão desenvolvida quando do ensino de Odontologia. Claro que existem mestres preocupados em desenvolver seus pupilos no decorrer dos cursos, mas geralmente eles se pautam em seguir a programação pré-concebida e tchau.

Levando em conta a Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais, a situação é mais contundente (isso quando a escola se dispõe a “ensinar” essa disciplina para seus graduandos).

A preocupação com as complexidades da saúde do paciente às vezes tornam o atendimento tão ortodoxo que impede de buscar soluções adequadas às idiossincrasias de cada indivíduo.
Afinal quem é esse “paciente”? Inicialmente eram indivíduos que apresentavam desvios de padrão de normalidade, especificamente deficiência física e intelectual, e foram denominados “pacientes excepcionais”.

Em 1981, sob os auspícios da Associação Americana de Odontologia (ADA), os periódicos da Associação Americana de Dentistas de Hospitais, da Academia de Odontologia para Pessoas com Deficiências e da Sociedade Americana para Odontologia Geriátrica uniram-se para formar um único periódico: Special Care in Dentistry (SCD). Esta foi a primeira vez que o termo “special care” (cuidados especiais) foi usado dentro da profissão.

Glassman e Miller, em 1998, propuseram que o termo “paciente com necessidades especiais” se referia às pessoas que apresentavam deficiências médicas, sociais, psicológicas ou físicas. Isso tornava necessário modificar o curso normal de um tratamento odontológico.

Para Ettinger, os termos “Special Care Dentistry” e “Special Needs Dentistry” se tornaram, essencialmente, sinônimos.

Com o passar dos anos, essa terminologia “paciente excepcional” acabou por se tornar extremamente restritiva e foi substituída por “paciente especial”, por ser mais abrangente e por englobar outras alterações além das deficiências físicas e intelectual. Atualmente, o termo “paciente com necessidades especiais” (PNE) é considerado mais elucidativo.

Com o conceito de “limitação de capacidade” utilizado pela Organização Mundial da Saúde, estima-se que hoje, no Brasil, mais de 100 milhões de pessoas estejam direta ou indiretamente envolvidas com pessoas com necessidades especiais.

Obviamente não podemos depender apenas dos especialistas e dos abnegados profissionais, que tentam de uma forma ou de outra dar algum tipo de atenção aos PNE, mesmo sem mínima formação técnica. Precisamos de todos que possam ajudar. Estudem um pouco mais, peçam ajuda a quem tem mais experiência, mas principalmente sejam criativos.
Garanto para vocês, sem estudos mais aprofundados, 50% daqueles que consideramos “especiais” são tratados por qualquer cirurgião-dentista formado no mês passado.

Os números parecem exagerados, se não tivermos boa vontade. Mas são números expressivos e que apesar da frieza com que são apresentados significam gente, pessoas que estão ao nosso lado, fazem parte do nosso pedaço, vão à nossa praia, freqüentam nosso shopping.

Você não está vendo? Olhe para o seu lado! Se necessário, abra mais o olho! Se ainda não conseguiu ver, tente olhar para dentro de si mesmo!

A sociedade generosa, boa de viver, será aquela na qual houver justiça social somada à liberdade democrática e à sustentabilidade, isto é, ao respeito à natureza e preservação de seus recursos e de seus participantes. Preservemos nossas “florestas” e nossas “árvores”.


José Reynaldo Figueiredo:
Cirurgião-Dentista. Odontopediatra. Especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dia Mundial do coração / hipertensão: 25 de setembro

No último domingo do mês de setembro foi comemorado o Dia Mundial do Coração.

 Dez  anos após o primeiro Dia Mundial do Coração, em setembro de 2000, a World Heart Federation e seus membros estão celebrando o progresso atingido em saúde cardíaca. Durante essa década, temos visto avanços médicos e mudanças de políticas públicas afetarem de forma positiva as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo.


Ainda assim, as doenças cardiovasculares causam 17,1 milhões de mortes todo ano, com uma carga cada vez maior sobre as pessoas que vivem em países de baixa e média renda, onde ocorrem 82% das mortes. Anualmente, mais de 300 mil pessoas morrem no Brasil de doenças cardiovasculares, mais da metade decorre da hipertensão arterial (HA), conhecida popularmente como pressão alta. Por este motivo, para você, hipertenso, cada segundo é decisivo.É de fundamental importância um controle adequado dos níveis da pressão arterial (PA).


Conhecimento, tratamento e controle da HA

Estudos clínicos demonstraram que a detecção, o tratamento e o controle da HA são fundamentais para a redução dos eventos cardiovasculares, como o infarto do miocárdio (ataque cardíaco),insuficiência cardíaca ("coração fraco") e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral).

No Brasil, 14 estudos populacionais realizados nos últimos quinze anos com 14.783 indivíduos (PA menor que 140/90 mmHg) revelaram baixos níveis de controle da HA (19,6%).Estima-se que essas taxas devem estar superestimadas, devido, principalmente, à heterogeneidade dos trabalhos realizados.


A comparação das frequências, respectivamente, de conhecimento, tratamento e controle nos estudos brasileiros com as obtidas em 44 estudos de 35 países, revelou taxas semelhantes em relação ao conhecimento (52,3% vs. 59,1%), mas significativamente superiores no Brasil em relação ao tratamento e controle (67,3% e 26,1% vs. 34,9% e 13,7%) em especial em municípios do interior com ampla cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF), mostrando que os esforços concentrados dos profissionais de saúde, das sociedade científicas e das agências governamentais são fundamentais para se atingir metas aceitáveis de tratamento e controle da HA.


Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / Sociedade Brasileira de Nefrologia / World Health FederationPortal do Coração. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Arq Bras Cardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51.

Educação Continuada em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais com Ênfase em Anemias e Coagulopatias



CRÉDITOS: Regina Holanda de Mendonça

A equipe do Hemocentro da UNICAMP promove o curso
"Educação Continuada em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais com Êmfase em Anemias e Coagulopatias", que tem como objetivo capacitar o Cirurgião-Dentista para planejar e executar o tratamento odontológico de pacientes portadores de anemia e de coagulopatias hereditárias e adquiridas.

O público-alvo são os Cirurgiões-Dentistas que trabalham nos Centros de Especialidades Odontológicas do DIR XVII da cidade de Campinas/SP; Centro de Saúde do Sistema SUS.



As inscrições vão até amanhã! Sucesso para os professores e alunos do curso!

Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) 2010

A Associação Médica Brasileira, as Sociedades de Especialidade, o Conselho Federal de Medicina e a Federação Nacional dos Médicos apresentam edição 2010 da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), revisada e atualizada, que é totalmente compatível com o Rol de Procedimentos 2011 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Os procedimentos que estão na CBHPM 2010 foram aprovados na Câmara Técnica Permanente da CBHPM, que é formada por representantes das entidades médicas nacionais (AMB, CFM e Fenam) e de operadoras de planos de saúde (Unidas, Unimed, Fenasaúde e Abramge).




A publicação pode ser baixada gratuitamente em arquivo pdf (3 MB) ou adquirida em brochura ou CD. Mais informações no site da Associação Médica Brasileira (AMB) ou pelo tel. (11) 3178-6800.  A partir desta nova versão, não será mais publicada por edição, como vinha ocorrendo, mas por ano de publicação.

Conforme José Alberto Costa Muricy, Apesar da CBHPM, existir desde 2003, poucas operadoras de planos de saúde a adotavam efetivamente. Algumas implantam apenas os códigos, outras possuem tabelas próprias e um terceiro grupo utiliza como parâmetro às velhas tabelas AMB 90 e AMB 92, sempre acompanhadas de uma diversidade de códigos, descrições, coeficientes de honorários, bandas, portes e UCOS, que dificultam a compreensão dos valores praticados realmente por operadora.

Lançada pela Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos, em outubro de 2010, a CBHPM 2010 contempla procedimentos médicos com inclusões e exclusões; atualiza os portes referentes à correção monetária do período, com base no INPC. Traz também um grande diferencial, pois a implantação de seus códigos e descrições dos procedimentos serão obrigatórios para as operadoras de planos de saúde, vinculadas a Agência Nacional de Saúde, uma vez que todos os códigos e terminologias do Rol 211 da ANS estão contidos na nova Edição, como também, é parte integrante do TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar), instrumento que unificou a partir de outubro de 2010, toda nomenclatura no que tange a honorários médicos, servindo para simplificar a compreensão, transmissão e análise de dados gerados pelo TISS de forma padronizada.

É importante salientar, que a aplicação compulsória refere-se apenas aos códigos e descrições. Quanto aos preços mínimos preconizados na nova Classificação, precisam ser negociados com os compradores para sua real implementação. Só o envolvimento de toda categoria garantirá a sua total utilização. Possibilitando a reposição das perdas acumuladas nos últimos cinco anos e a conseqüente valorização e dignificação do trabalho e esforço médico.

Para atender ao Sistema TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar), a CBHPM 2010 traz como novidade a reinclusão dos procedimentos de tratamentos conservadores de fraturas, com os mesmos códigos e valorações que constavam na 3ª edição e, ainda, a inclusão com códigos próprios, dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos de anestesiologia, que fazem parte do Rol da ANS e da TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar), que foi construída com base na CBHPM, pela qual a AMB é a entidade responsável pela elaboração e atualização.

ADAPTADO pela colunista dos sites da AMB, ANS, Blog do Presidente, SINDHOSBA 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Saiba escolher o melhor enxaguante bucal

NOTA DA COLUNISTA: Apesar de ser um portal de conteúdo leigo, a seriedade com que foi escrita a matéria me compeliu a dividí-la com vocês. Diferente do que estamos acostumados, não parece ter sido encomendada por fabricantes de colutórios. Leiam e opinem! 

 

POR Bruno Folli, iG São Paulo. FONTE: Saíde IG


Uso indevido do produto pode causar manchas escuras e deixar os dentes enfraquecidos



Foto: Thinkstock/Getty Images
 

Enxaguantes com flúor ajudam a prevenir cáries
Os fabricantes de enxaguantes bucais não poupam esforços para recomendar o uso diário de seus produtos. São propagandas na TV, em revistas, em jornais... Mas afinal, eles devem mesmo ser usados todo dia? Fazer bochecho é fundamental à escovação?


“Não”, respondem em coro os dentistas ouvidos pelo iG. A maioria dos enxaguantes é formada por antisépticos bucais, produtos com alta concentração de álcool e de outras substâncias perigosas para os dentes. Isso mesmo. Antisépticos são uma ameaça à saúde bucal.


A afirmação pode soar contraditória, mas ela traduz um conceito já bem conhecido pela população. “Os medicamentos não fazem mal na dose errada? Então, com antiséptico é a mesma coisa”, esclarece Eugênio Macedo Guimarães, dentista da Mosaico Odontologia, de São Paulo.


Os antisépticos são indicados para casos específicos e devem ser usados sob orientação profissional, apesar de serem comercializados livremente. “Eles são bons para antes ou depois de cirurgias nos dentes, pois reduzem o risco de infecções”, explica o dentista.


Como escolher

Gluconato de clorexidina. Parece um palavrão daqueles que se aprende nas aulas de química, mas é importante tomar nota disso para saber qual enxaguante escolher. “Aqueles que têm (gluconato de) clorexidina são antisépticos. Eles matam bactérias”, conta Mauro Piragibe, consultor em dentística da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), do Rio de Janeiro.

Mas matar bactérias não é bom? Na verdade, nem toda bactéria é ruim ou precisa ser eliminada. “Algumas fazem parte da flora natural e são importantes para o início do processo digestivo e para controlar a acidez da boca”, responde Guimarães.


Além disso, os antisépticos são perigosos porque deixam os dentes mais porosos, aumentando o risco de problemas. “O dente pode ficar com manchas amareladas ou até acinzentadas”, alerta Piragibe.


Pessoas com problemas nas gengivas, como sangramentos, podem se beneficiar dos enxaguantes antisépticos. Mas o uso deve ser feito com orientação. “O ideal é usar por uma semana seguida e depois parar. Então retomar por outro período e depois parar outra vez”, detalha o dentista da ABO. “É preciso acompanhamento porque há casos em que as manchas surgem rapidamente, em apenas 10 dias”, alerta.


O uso excessivo de antisépticos também pode causar descamação da mucosa bucal, o que aumenta a sensibilidade aos alimentos, e causa alterações no paladar.


Só flúor

O outro tipo de enxaguante é apenas fluoretado. “Ele pode ser usado todo dia, sem risco de manchar os dentes”, afirma Guimarães. A venda desses produtos também é livre. Para não errar na escolha, basta olhar na embalagem e ver se o produto é fluoretado ou antiséptico.


Ele só alerta para o uso na infância. “É melhor evitar porque há risco da criança ingerir o produto”, conta o dentista. A ingestão de flúor causa fluorose e deixa os dentes com manchas bem escurecidas. O produto no estômago também pode causar irritações e diarreia.


Tendo esse cuidado, o produto não tem contraindicações. Quem usa aparelho, por exemplo, pode se beneficiar bastante com a proteção dos enxaguantes fluoretados porque os aparelhos aumentam o risco de bactérias nos dentes.


O flúor dos enxaguantes é importante porque combate a perda de minerais das camadas mais externas dos dentes, processo que pode levar à formação de cáries.


Há também combinações de enxaguantes com flúor e nitrato de potássio ou cloreto de estrôncio, substâncias que ajudam a controlar a sensibilidade excessiva dos dentes. Esses produtos também requerem uso acompanhado por especialistas, para verificar a progressão do tratamento e selecionar o mais adequado para cada pessoa.


Usar à noite

O uso do enxaguante pode ser feito somente à noite, quando a salivação diminui. “Assim o produto permanece mais tempo nos dentes”, afirma Piragibe. Mas existem pessoas que preferem fazer o bochecho duas vezes por dia, para dar mais a sensação de hálito fresco.


“Não há problemas em fazer isso com o enxaguante de flúor, mas se ele for usado apenas uma vez, já basta”, afirma o dentista.

Serviço completo

Quem usa enxaguante porque está preocupado com a saúde bucal não deve se esquecer jamais de passar o fio dental. Ele sim é fundamental para complementar a escovação e eliminar placas bacterianas que começam a se formar no canto dos dentes, onde a escova dificilmente alcança.


Esse acúmulo de bactéria geralmente provoca o escurecimento dos dentes e também facilita a formação de cáries. É recomendado usar fio dental ao menos uma vez por dia, mas ele pode ser usado mais vezes, caso haja acúmulo de restos de alimentos entre os dentes.


Mesmo assim, há risco da placa bacteriana começar a se formar. Por isso, os dentistas recomendam visitas semestrais ao consultório para uma limpeza profissional.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CONTINUANDO A DISCUSSÃO - O uso da toxina botulínica por profissionais de Odontologia: ARTIGO DO SITE DO CFO


 O colega Marco Antonio B. Pontual postou um comentário no facebook, que direcionou para um artigo e este, por sua vez direcionou para o que segue abaixo:
 
Interessante... ISSO DÁ PANO PRA MANGA.... 


O uso da toxina botulínica por profissionais de Odontologia
 Muito tem se falado a respeito da legitimidade da aplicação da toxina botulínica por cirurgiões-dentistas. O conselheiro federal efetivo Rubens Côrte Real escreveu, em parceria com duas cirurgiãs-dentistas, um artigo sobre a questão. Veja aqui.

O Uso da Toxina Botulínica na Odontologia
Prof. Dr. Rubens Côrte Real de Carvalho
Profa. Dra. Angela Mayumi Shimaoka
Profa. Dra. Alessandra Pereira de Andrade
Apesar da toxina botulínica ser amplamente conhecida por sua utilização cosmética em injeções intramusculares para a redução de rugas faciais, a sua principal aplicação é voltada ao uso terapêutico. A utilização dessa toxina purificada em procedimentos cosméticos só foi aprovada pela ANVISA no Brasil em 2000 e nos EUA, pela FDA, em 2002.
 
A utilização terapêutica da toxina botulínica foi primeiramente estudada por Scott e colaboradores em 1973, em primatas. No final da década de 1970 a toxina foi introduzida como um agente terapêutico para o tratamento do estrabismo. Desde então suas aplicações terapêuticas têm se ampliado em diferentes campos.

Odontologia Hospitalar no iPad


A tecnologia nunca esteve tão em alta. E, é neste momento que fiquei sabendo do surgimento daquela que se apresenta como a 1a Revista de Odontologia no Mundo para iPad (Odontomagazine), que recentemente destacou o tema "Odontologia Hospitalar: uma abordagem diferenciada da prática odontológica".

domingo, 25 de setembro de 2011

Evento de Medicina Oral na Tufts

Evento de Medicina Oral na Tufts 
(créditos: Blog de Medicina Oral)
Disponibilizo mensagem enviada pela AAOM sobre evento de educação continuada em Medicina Oral na prestigiada Escola de Medicina Dentária da Universidade de Tufts. No evento há um misto de dor orofacial, estomatologia, pacientes especiais e farmacologia, com provável menção á Odontologia Hospitalar, pois dois palestrantes são ligados ao Hospital da Universidade de Harvard.
Afinal estas especialidades e áreas de conhecimento não podem viver isoladas.

I Simpósio Norte-Riograndense de Geriatria e Gerontologia



Estudantes do curso de Medicina da UFRN organizam Iº Simpósio Norteriograndense de Geriatria e Gerontologia!

A população idosa, a cada ano, vem crescendo mais em nosso país. Pessoas com 65 anos

de idade ou mais correspondiam a 4,8% dos habitantes brasileiros em 1991, passando para 5,9% em 2000 e chegando a 7,4% em 2010. Isso corrobora em uma maior quantidade de pacientes idosos buscando atendimento à saúde em nossos hospitais, clínicas e serviços de
saúde.

Visto uma maior necessidade de esclarecer e abordar as particularidades do processo
saúde-doença da população idosa, realizar-se-á nos dias 07, 08 e 09 de outubro o I SIMPÓSIO NORTE-RIOGRANDENSE DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. O evento ocorrerá no Pirâmide Hotel e Resort em Natal/RN. A programação do evento conta com a participação de mais de 25 palestrantes, da localidade e de outras partes do país, especializados na área de estudo Gerontológica, e o público alvo são profissionais e estudantes da área da saúde.

O I SIMPÓSIO NORTE-RIOGRANDENSE DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA conta com o apoio da Sociedade
Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a qual ministrará um curso transcongresso de Introdução à Geriatria e Gerontologia durante o evento.

As palestras e
mesas redondas abordarão temáticas que vão desde as Síndromes Geriátricas, com abordagem multiprofissional das doenças e seus tratamentos, até peculiaridades da saúde do idoso e do processo de envelhecimento. O simpósio é organizado pelos alunos do 7º período do curso de Medicina da UFRN.

As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser realizadas através do blog
http://sggrn2011.blogspot.com/ ou com os alunos do 7º período de Medicina/UFRN. As inscrições para o Simpósio custam R$50,00 para estudantes e R$100,00 para profissionais de saúde, até as datas estipuladas no blog do evento. Para os que desejam participar do simpósio e também do curso transcongresso, o curso ministrado pela SBGG tem um valor adicional de R$30,00.

Os participantes podem também inscrever trabalhos científicos referentes ao tema de Geriatria e

Gerontologia, com publicação garantida em Anais de congresso. É uma excelente oportunidade para discutir, tirar dúvidas a aprender mais sobre os aspectos da saúde e cuidado ao idoso, componente forte e crescente de nossa população e nossos presentes e futuros pacientes.

PARABÉNS AOS ALUNOS ORGANIZADORES!

Familiares que cuidam de doentes têm saúde física e mental afetadas

A fadiga proporcionada pelos constantes cuidados pode causar uma relação de amor e ódio entre cuidadores e doentes, afirmam pesquisadores.


 As enfermidades que acometem um paciente muitas vezes acabam refletindo nas vidas de outros membros da família. Este é o caso dos chamados cuidadores, pessoas que dedicam grande parte de seu tempo a suprir as necessidades básicas do doente, auxiliar na sua recuperação ou garantir-lhe sobrevida. Os impactos desses cuidados em tempo integral são discutidos no artigo “Apoio social na experiência do familiar cuidador”, escrito pela professora da Universidade de Fortaleza Patrícia Moreira Collares e equipe.

No artigo publicado na edição de janeiro da revista
Ciência & Saúde Coletiva, os especialistas relatam os resultados da pesquisa que entrevistou 18 parentes de doentes de Fortaleza sobre seu estado emocional, saúde física e o apoio social recebido.

Os autores observaram que a maioria dos cuidadores é do sexo feminino, com idade média de 50 anos, e é filha do paciente. Já os familiares dependentes eram predominantemente mães e pais que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), condição que exigia cuidados em tempo integral por conta da irreversibilidade das sequelas.


Segundo o artigo, a maioria dos cuidadores precisou reestruturar sua vida, se privar de sua rotina pessoal e sacrificar a saúde para poder oferecer os devidos cuidados ao doente. Foram relatados casos de dor na coluna, enxaqueca, hipertensão e depressão associados às práticas de tratamento do enfermo. “O cuidador sem suporte pode ser um futuro paciente, isto porque, por imposição ou escolha, geralmente, é tão pressionado por necessidades imediatas do doente que se esquece de si”, comentam os autores.


Eles relatam ainda que a maioria dos cuidadores arca com a inteira responsabilidade sobre o acompanhamento do doente, o que resulta na perda de seus vínculos sociais e até empregatícios. Em alguns casos, este familiar passa a depender financeiramente de parentes, causando desentendimentos relacionados aos gastos para sua sobrevivência e desavenças sobre o tipo de tratamento ao qual o doente é submetido. “Apenas uma informante referiu receber de seus parentes manifestações de afeto, o que chama atenção para a precariedade das relações entre essas pessoas”, acrescentam os pesquisadores no estudo.


Para esses familiares, dizem os autores, geralmente a necessidade de cuidar do doente acaba sendo associada a representações negativas. É o que ilustra o depoimento de uma cuidadora citado no artigo: "Às vezes, a gente já acorda cansada. Não aguento nem falar. Só conhecendo pra entender. Tem dia que só falto sair correndo. Eu digo: eu não quero mais isso! Dá vontade de abandonar". Para os especialistas, esse esgotamento físico e mental pode ser muito prejudicial ao cuidador. “Induzidos pelo sentimento de sobrecarga, manifestações como tristeza, raiva, medo, ansiedade e dor são comuns aos indivíduos, assim como um misto de amor e ódio pela pessoa doente”, ressaltam.


Para os pesquisadores, é muito importante que os cuidadores tenham o apoio constante de outros familiares. E recomendam que eles se afastem do doente por alguns períodos para que possam pensar um pouco na sua própria qualidade de vida. Além disso, afirmam que é necessário aproximar esses cuidadores dos profissionais de saúde, garantindo-lhes conhecimentos mais específicos para o tratamento do enfermo e assim tornando-os mais seguros e autônomos.

sábado, 24 de setembro de 2011

ASB / TSB: Formação e Prática da Equipe Auxiliar _ LIVRO

FONTE: ODONTOMAGAZINE

A obra “ASB / TSB: Formação e Prática da Equipe Auxiliar” é uma vitória para toda a Odontologia, um resultado concreto de uma luta que começou no final da década de 1970, com muita desconfiança e grandes desafios a vencer.


A obra “ASB / TSB: Formação e Prática da Equipe Auxiliar” é uma vitória para toda a Odontologia, um resultado concreto de uma luta que começou no final da década de 1970, com muita desconfiança e grandes desafios a vencer.


O livro tem o objetivo de servir à saúde bucal em um âmbito maior, contribuindo para formação e educação continuada da equipe auxiliar (ASBs e TSBs), para que os mesmos sejam capazes de conhecer o indivíduo em sua integralidade, contexto familiar e social, trabalhando em busca da solução dos principais problemas de saúde, em especial da saúde bucal.


A obra está estruturada em blocos temáticos e aborda desde as disciplinas básicas da formação da Equipe Auxiliar, passando pelas diversas subespecialidades odontológicas, novas práticas e inovações tecnológicas, estendendo-se a temas ligados à Saúde Pública e outros.


O livro reúne textos de 61 especialistas com renome nacional e internacional em suas áreas que, em 42 capítulos e de forma objetiva e acessível, traduz conceitos e técnicas essenciais para aquisição de conhecimento e formação profissional.

Maiores informações: Biológica Consultoria e Grupo GEN

Profissionais auxiliares da odontologia: necessidade de incentivo

Dr. Afonso Fernandes Rocha, Presidente do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, mostra neste “Ponto de vista” a importância da formação dos profissionais auxiliares, uma vez que, entre outros benefícios, é certa a melhoria do padrão de qualidade, o que constitui meta de todos nós e benefício para a sociedade.


No ano que inicia, esperamos que os colegas incentivem a formação dos profissionais auxiliares, uma vez que, entre outros benefícios, é certa a melhoria do padrão de qualidade, o que constitui meta de todos nós e benefício para a sociedade.

Comemorou-se, no último dia 24 de dezembro, o dia do Técnico em Saúde Bucal (TSB) e do Auxiliar em Saúde Bucal (ASB). A data festiva foi criada através da Resolução CFO-107/2010, de 11 de novembro de 2010, considerando que o dia 24 de dezembro constitui um marco para os membros dessas classes, pela promulgação da Lei n°11.889, de 24 de dezembro de 2008, que regulamentou as profissões de TSB e ASB.

Embora tais profissões, ainda com os antigos campos de atuação e denominações de THD e ACD houvessem sido normatizadas anteriormente, a Lei n° 11.889 trouxe novos parâmetros para essas categorias.

Ocorre, porém que esses profissionais, a exemplo do cirurgião-dentista, estão obrigados por lei ao registro no Conselho Federal de Odontologia e à inscrição no Conselho Regional de Odontologia em cuja jurisdição exerçam suas atividades.

Por esse motivo, sempre que a fiscalização do CRO realiza o seu trabalho, seja em consultórios ou clínicas, são anotados, no termo de visita, os nomes dos que se encontravam em atividade no momento da inspeção, ou seja, todos os profissionais que compõem a equipe de saúde bucal.

Falta de formação
Com base nesses documentos, observamos que apesar dos dois anos transcorridos desde a regulamentação, ainda é reduzido o número desses profissionais que se encontra em conformidade com as normas, isto é, inscrito no Conselho.

Por outro lado, verifica-se que a principal causa do exercício irregular da profissão, principalmente no caso de Auxiliares de Saúde Bucal, é a falta de formação específica para o exercício profissional.

Nesse aspecto, a Consolidação das Normas Para Procedimento nos Conselhos de Odontologia, exige para o registro e inscrição, o certificado expedido por curso que atenda as normas vigentes do Ministério da Educação.

É certo ainda, que é razoável a oferta de vagas nos cursos de formação de ASB.

Diante disso, é inevitável a pergunta: Por que tais profissionais não frequentam os cursos que permitem a sua regularização?

Grande parte informa que não faz a sua formação, devido à impossibilidade de continuar trabalhando enquanto estuda, apontando como principal incompatibilidade, o horário do consultório ou clínica em que se encontra empregado,

Para outra parte, o principal impedimento é o aspecto financeiro.

Estamos, portanto, diante de um paradoxo, pois o mesmo cirurgião-dentista que faz questão de se manter atualizado e frequenta cursos para o seu aprimoramento, aparentemente não tem a mesma percepção com relação aos profissionais que o auxiliam diretamente.

Por também desenvolvermos atividade clínica, a prática demonstra que quando nos acostumamos com a presença do profissional auxiliar, a sua ausência implica em maior tempo para execução dos procedimentos, até mesmo por que grande parte dos cirurgiões-dentistas delega uma série de funções importantes àqueles que o auxiliam.

Porém, é indispensável o estímulo para que esses profissionais obtenham a qualificação necessária, seja através da flexibilização do horário de trabalho ou do patrocínio dos cursos de formação.

No ano que inicia, esperamos que os colegas incentivem a formação dos profissionais auxiliares, uma vez que, entre outros benefícios, é certa a melhoria do padrão de qualidade, o que constitui meta de todos nós e benefício para a sociedade.